Um exemplo para Sergipe, em particular para a sua cultura
Somente tocatas ou retretas não são suficientes para as filarmônicas sergipanas se manterem difundindo essa cultura musical no Estado, no qual, quase as setenta e cinco cidades possuem sua banda de música.

Uma filarmônica na cidade é de vital importância para a população porque ela alegra, dar vida a cidade, enriquece a cultura do povo e ao mesmo tempo valoriza o adolescente ou o jovem que integra o seu corpo musical e estuda na sua escola de música, para mais tarde ganhar a vida profissionalmente.

Para que a filarmônica possa continuar realizando o seu importante papel de verdadeiro conservatório popular de música, e guardiã da cultura popular, necessário se faz, que o Estado também faça a sua parte com mais amor, compromisso e atenção á causa. “Saco vazio não se põe em pé”, e muitas filarmônicas vêm enfrentando grandes crises, chegando ao ponto de não terem nem sequer fardamentos completos para desfilarem em ocasiões festivas.

O Governo de Sergipe, através de sua Secretaria de Estado da Cultura, tendo á frente Heloísa Galdino, pode e deve contribuir financeiramente com as atividades das filarmônicas sergipanas, quem sabe até, destinando do seu orçamento uma verba para cada uma arcar com as suas inúmeras obrigações e despesas, que envolvem desde a compra e manutenção de instrumentos musicais, até á restauração de fardamento e manutenção do prédio. Se o Governo fizer isso, estará fazendo um grande bem para as bandas.

A Bahia tem dado um exemplo fabuloso com referência a filarmônica, e Sergipe deveria e pode copiar e até colocar em prática essa idéia para beneficiar suas inúmeras filarmônicas. No ano passado, o Governo da Bahia, através da sua Fundação Cultural, criou o Programa de Fomento às Filarmônicas, onde repassou entre R$ 24 mil e R$ 30 mil para 89 bandas. Essas filarmônicas são contempladas, para realização de: aquisições de instrumentos e acessórios para instrumentos musicais, aquisição de fardamento e consertos em instrumentos musicais. Este é o primeiro Programa com direcionamento específico para as Filarmônicas que pretende atender as solicitações de músicos e entidades, contribuindo com a política de descentralização de recurso e dinamizando a cultura em toda a Bahia. Além de possibilitar a continuidade de ações já existentes, promove também o fortalecimento destas entidades musicais.

O processo de cadastramento das entidades musicais teve início em 2009, sendo o lançamento do Programa de Fomento oficializado em maio de 2010, na abertura do IV Encontro Estadual de Gestores de Cultura. Com entrada franca, o evento contou com a participação da Grande Filarmônica, regida pelo maestro Fred Dantas e composta por 140 músicos de quatro entidades.

O governador Marcelo Déda com a sua secretária Heloísa Galdino, não podem deixar passar essa idéia em branco. Os regentes das filarmônicas sergipanas se queixam constantemente sobre essa falta de ajuda financeira que o nosso Estado não vos oferece, e lamentavelmente falta uma voz na Assembléia Legislativa para falar discutir essa possibilidade do Governo ajudar financeiramente as filarmônicas.

No governo anterior, se criou o Projeto Bandas na Praça Fausto Cardoso, que somente foi para as bandas se deslocarem dos seus municípios para se apresentarem nessa praça , onde elas se preparavam para esse momento, porém o Estado não deu nem sequer uma gratificação para essas filarmônicas sofredoras.

O que custa ao Governo do Estado olhar mais com bons olhos para essas filarmônicas? Se o Estado colocar em prática esse programa que a Bahia desenvolve, acreditamos que muita coisa pode melhorar no meio de nossas filarmônicas, inclusive com





Artigo publicado no site Tribuna Cultural
http://www.atribunacultural.com.br

URL:
http://www.atribunacultural.com.br/modules/sections/index.php?op=viewarticle&artid=43