POMBO SEM ASA - WASHINGTON NASCIMENTO - 23/02/2012
Podemos mudar. Mudei

Quero conversar com você sobre dois assuntos interessantes e que podem ajudar ao nosso futebol.

O primeiro é sobre a “maneira americana de olhar o esporte”, com foco no torcedor utilizando o jogador e o time como ferramentas.
A liga americana de basquete não passa por grande momento. Nem por isso deixou de aumentar seu faturamento na TV, nas lojas e nos ginásios.

Para isso, transformou um jogador no grande astro do basquete, e mostram sua vida e sua história, fazendo com que o torcedor queira assistir seus jogos e usar a camisa 17 do seu time.
Por que essa promoção tão grande sobre o Jeremy Lin, um americano descendente de taiwaneses, formado em Harvard e armador do New York Knicks?
Por que sem outros grandes astros, a Liga não conseguia entrar no gosto das pessoas. E os gestores da Liga têm consciência de que essas pessoas gostam e querem ver são astros do esporte. São eles que as fazem sair de casa para lotar ginásios e colorir as ruas com suas camisas.

Para o torcedor que é quem gasta nessa cara brincadeira chamada esporte(futebol, prá nós), o importante é ter um astro por quem gritar, extravasar, xingar, amar, e ter o que discutir após os jogos.
É por isso que tudo é feito para atrair esse gastador, consumidor, ávido de emoções e louco prá ter um ídolo para se espelhar.
Para isso é importante que o foco esteja sempre nele, no torcedor. Tem que se dar aquilo que ele quer e precisa para dar colorido à sua vida. E o esporte e seus astros-atletas podem e devem realizar esse sonho.

Exatamente o inverso do que fazemos por aqui.

Estamos há mais de um mês tirando Ricardo Teixeira da CBF. Há duas semanas que o nome de Paulo Odone presidente do Grêmio/RS está nas manchetes, enquanto o de Kleber só aparece se fizer um gol ou for expulso.

E pior estamos fazendo com o campeonato sergipano. Nessa má fase do Sergipe – uma das locomotivas do nosso futebol, em todo noticiário o foco está na lanterna que o time carrega. Até no Confiança-outra, que está numa situação privilegiada, bastou perder uma para o Guarany, para começar a corrida prá ver quem vai descobrir o que de “errado” está acontecendo.
Dou a mão à palmatória. Também, fiz isso. Mas podemos mudar, não podemos? Vamos eleger nossos astros para motivar o campeonato? Não importa qual o clube. Importa é que o torcedor queira assistir seu astro preferido.

Já escolhi Muribeca no Sergipe, Leandro no River Plate, Jânio no Lagarto, Lismar no Confiança, e Clóvis no São Domingos. Esses quatro já vi jogar e posso chamar o torcedor para ir ao estádio assisti-los. Outros jogadores também chamam a atenção e com certeza passarão a constar da relação de astros do nosso futebol.
Ah! O segundo assunto? É sobre “porque o modelo socialista de gestão da liga de futebol americano pode salvar o futebol brasileiro” – que trocaria por sergipano. Mas isso a gente comenta em outro post.

PS: Depois de um sapeca-aiai que levei com meus dois times na noite de quarta-feira, você queria que escrevesse sobre o que? Ah! Não enche!!






Artigo publicado no site Tribuna Cultural
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