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Manchete : POTENCIAL ENERGÉTICO DE SERGIPE ATRAI GRANDES EMPREENDIMENTOS
enviou em 10/10/2016 10:40:00 ( 199 leituras )
Manchete

Sergipe é um estado rico em termos de produção energética, segundo o assessor especial do governo para políticas de desenvolvimento, Oliveira Júnior. Ele explica que nossa localidade possui um fator muito importante, que é infraestrutura de qualidade. Além de ter acesso fácil a insumos que permitem a geração de energia, Sergipe tem rede de distribuição que permite alcançar diversos lugares do país.

Sergipe tem cinco grandes potenciais de geração energética. Além da produção hidroelétrica, através de Xingó, o estado irá contar com a termoelétrica Usina Porto de Sergipe I, que recentemente lançou sua pedra fundamental na Barra dos Coqueiros e tem previsão para começar a operar em janeiro de 2020, possui um parque eólico no mesmo município, e tem previsão de receber mais um com produção 17 vezes maior, e ainda tem capacidade e exemplos de implementação de geração de energia solar e através da cana-de-açúcar.

A Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I fornecerá 1,5 mil megawatts (MW) de energia, metade do que é gerado pela hidroelétrica de Xingó, tornando-se a maior da América Latina. A previsão é que as obras durem 36 meses, gerando 1.700 empregos diretos e indiretos nesse período. O investimento é de mais de R$ 5 bilhões e o grupo responsável pelo empreendimento é o GG Power.

Gerando energia a partir do gás natural, a termoelétrica vai promover o fortalecimento do Porto de Sergipe, por onde será feita a importação do gás, além de ser atração para novos investimentos. A UTE integra também um navio estação de regaseificação. Todo projeto contou com apoio da gestão estadual, por meio do Plano Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A previsão é que, além do primeiro projeto, Sergipe desenvolva o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda, que poderá gerar 3 mil megawatts de energia. O grande empreendimento prevê a implantação de mais duas usinas de geração termoelétrica: UTE Marcelo Déda e UTE Laranjeiras. Essas serão ofertadas nos próximos leilões de energia realizados pela Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel) e pela estatal Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE).

O presidente do grupo GG Power, uma joint venture [empreendimento conjunto] formada entre a GenPower, a britânica LNG Golar Participações S/A e a EBrasil – Eletricidade do Brasil S/A, Marcos Grecco, relatou que Sergipe demonstrou condição propícia para instalação do projeto. “Com a termoelétrica, o estado passa a ser grande produtor de energia, conectado na rede de distribuição nacional e isso beneficia todo o país. É importante dizer que, com as expansões e com os próximos leilões, a gente tenha a possibilidade de ter aqui o maior complexo de termoelétrica do país”, informou.

Potencial energético

Sergipe é um estado rico em termos de produção energética, segundo o assessor especial do governo para políticas de desenvolvimento, Oliveira Júnior. Ele explica que nossa localidade possui um fator muito importante, que é infraestrutura de qualidade. Além de ter acesso fácil a insumos que permitem a geração de energia, Sergipe tem rede de distribuição que permite alcançar diversos lugares do país. “A questão da exportação da energia produzida em Sergipe não é algo que vem de agora, e sim da época da implantação da hidroelétrica de Xingó. Para a energia ser distribuída, eram necessários linhões de produção, que são aqueles grandes fios que vemos sobre canaviais e nas estradas sergipanas. E é isso que é utilizado atualmente”.

Oliveira Júnior comenta que começaram a vir para Sergipe alguns projetos importantes, sendo o primeiro, e que merece destaque pelo porte, a Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I. “Com a percepção de que o estado é um bom lugar para produção de energia, começaram a surgir projetos vendidos em leilões. E o mecanismo de compra e venda de energia é um mercado muito ativo no Brasil. Aqui, por exemplo, podemos produzir energia de várias fontes”, acrescentou.

A produção de energia é o combustível da indústria. Ou seja, para o assessor de políticas de desenvolvimento do governo, não existe produção industrial sem alta disponibilidade energética. Isso é um dos fatores observados no momento em que alguma empresa decide instalar-se em algum estado, e Sergipe começa a dispor de atrativos para ampliar seu leque fabril.

“A produção industrial em alta escala precisa de disponibilidade abundante de energia elétrica. Então Sergipe ter empreendimentos capazes de produzir grandes quantidades de energia, significa que está se dotando de infraestrutura suficiente para atrair outras empresas. Outro detalhe é que o estado também consegue garantir disponibilidade energética para localidades vizinhas, que vão ter acesso a preços otimizados”, pontuou Oliveira Júnior.

Energia eólica

Já existente em Sergipe, a geração de energia a partir do vento é explorada no município de Barra dos Coqueiros, e pretende ser ampliada a partir da instalação de novo empreendimento, cerca de 17 vezes maior, com previsão de instalação em Riachão do Dantas. A Usina de Energia Eólica (UEE) atual possui 23 torres, com produção de 34,5 MW, e foi a primeira fonte de energia renovável no estado, segundo o assessor do governo. “A geração desse tipo de energia é importantíssima. Ela é produzida a partir de fontes que não se acabam”.

Já o novo projeto eólico de Sergipe, além de Riachão do Dantas, pode abranger os municípios de Tobias Barreto e Simão Dias. A escolha da área, segundo Oliveira Júnior, foi devido ao potencial, por ser uma área de serras. “Esse projeto da Sowitec será explorado, em sua totalidade, ao longo dos próximos 10 anos. A empresa alemã vai disputar seu primeiro leilão este ano. A meta é produzir 510 MW de energia em Sergipe. É algo muito maior que o parque atual, na Barra, e com aerogeradores mais modernos. O investimento completo pode chegar a R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 400 milhões o valor da primeira fase e produção inicial de 140 MW”.

Energia solar

Outro grande interesse de energia renovável em Sergipe é a solar. De acordo com o assessor especial do governo para políticas de desenvolvimento, atualmente, tanto a empresa Sowitec, quanto a Brazil Energy têm projetos em andamento para o aproveitamento no estado. “No mundo todo essa fonte de energia surge como opção interessante e importante para o futuro. As medições iniciais do potencial solar de Sergipe já foram iniciadas e os indicativos que temos é que a produção dessa fonte de energia é boa. Por isso, temos esperança de termos, dentro de um prazo de um ano e meio, pelo menos dois grandes projetos”, afirmou.

A novidade é que, além dessas empresas, o grupo GG Power, da instalação da Usina Termoelétrica, estuda a viabilidade de produzir energia eólica. A intenção foi anunciada pelo presidente do grupo, Marcos Grecco, durante o lançamento da pedra fundamental da UTE em setembro.

Energia da cana-de-açúcar

A energia produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar, em Sergipe, é proveniente de, pelo menos, três grupos econômicos: Iolando Leite, em Capela, com produção de 8 MW; Campo Lindo, em Nossa Senhora das Dores, 25 MW; e São José do Pinheiro, em Laranjeiras, 17,5 MW. São usinas que, além de produzir álcool combustível, o etanol, que é fonte de energia, também aproveitam a cana para gerar energia termoelétrica para vender. Segundo Oliveira Júnior, elas são importantes e geram renda adicional muito importante no campo, gerando reflexo na economia de cana-de-açúcar.

Microgeração de energia

Importante no setor de energia, a microgeração, produção de pequenas quantidades de energia, é uma opção para particulares que queiram investir no setor. Segundo o assessor do governo, nesse sentido, observa-se muito o desenvolvimento para geração de energia solar, através da colocação de painéis em telhados. A produção é comercializada para a Companhia de Energia que, consequentemente, abate a venda na conta do consumidor que a forneceu.

“Não é investimento muito caro e existem instituições que financiam isso. É um mercado em franco crescimento no Brasil. Existem várias empresas especializadas que podem fazer instalações solares, dão o suporte necessário para saber o que comprar, onde instalar, qual a capacidade de geração, e a legislação brasileira permite que a energia seja vendida. Isso tem efeito muito saudável para o conjunto da economia, e significa menores custos e maior disponibilidade energética. Para o consumidor, isso também pode significar alívio na conta de energia, além do uso de fonte limpa e renovável. São várias vantagens da microgeração de energia”, destacou Oliveira Júnior.


ASN

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