7º ENCONTRO DE FILARMÔNICAS EM ESTÂNCIA

Opinião : Opinião - Matar ou morrer
enviou em 07/11/2017 10:30:00 ( 399 leituras )
Opinião

É um filme americano de 1952, do gênero faroeste, dirigido pelo austríaco Fred Zinnemann, tendo Gary Cooper como protagonista. O filme conta a história de um xerife do Velho Oeste que é forçado a duelar sozinho com uma gangue de assassinos. O "mala" do episódio é preso, mas depois de cinco anos sai da prisão com uma missão: se vingar do delegado.Hoje a situação do cidadão brasileiro está pior do que aquela pela qual passa o xerife do filme. Primeiro, que um marginal, assassino ou coisa que o valha, não fica tanto tempo atrás das grades.

Segundo, que naquela época não existia o tal dos Direitos Humanos nem um Código Penal de 1940, que hoje serve apenas para os advogados usarem as brechas legais para devolver os criminosos ao convívio social.

A violência aumentou tanto nos últimos anos, que a pergunta mais recorrente - em especial dos agentes de segurança pública -, de quem sai pra trabalhar e não sabe se volta vivo para casa é exatamente essa: matar ou morrer?

Com a lei do desarmamento para o cidadão comum, só resta rezar para não ser assaltado nas ruas e não se sentir refém dentro de sua própria casa. E se tiver uma arma escondida, reagir e ferir o marginal será enquadrado por porte ilegal dela. É assim que a coisa funciona.

Mas por que se mata tanto no Brasil? As estatísticas falam por si. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada – Ipea -, entre 2004 e 2014 o número de homicídios cresceu 21,9% e alcançamos a lamentável marca de 29,1/100 mil habitantes.

Nesse período foram registrados mais de 50 mil homicídios por ano no país. Mas cada Estado tem a sua própria realidade. Em pronunciamento no plenário, o senador Antônio Carlos Valadares, PSB-SE, lamentou os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados na segunda-feira, 30 de outubro.

"Sergipe e Aracaju lideram essa trágica estatística. Em 2016, Sergipe registrou uma taxa de 64 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto Aracaju, antes a capital da qualidade de vida, apresentou uma taxa de 66,7 de assassinatos por cem mil habitantes", disse ele.

Claro que o número é assustador, mas a realidade pode ser ainda pior se considerarmos que os homicídios são uma pequena parcela dos casos de violência. Além das agressões contra a mulher, do preconceito racial, o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo: um a cada 26 horas.

O leque é grande e o resultado das pesquisas coloca o país na primeira posição no ranking no número absoluto de homicídios do mundo. Solução tem, mas falta vontade política.

Como já disse aqui neste Portal, o problema da segurança pública é muito maior e a solução tem de partir de cima para baixo: do Governo Federal, com maior controle das fronteiras e um planejamento estratégico em efeito dominó até chegar aos Estados e municípios.

Mas o Congresso Nacional tem que fazer a sua mea-culpa. É preciso que haja uma reforma urgente do Código Penal - que sofreu poucas modificações ao longo dos anos - e que hoje beneficia mais os criminosos do que os cidadãos e as vítimas da violência.

Em “Matar ou morrer” o xerife vence os fora-da-lei. Mas a vida do cidadão de bem não segue um roteiro de filme, em que o autor escolhe o final da história. A nossa realidade é bem diferente: virou um filme de terror.

[*] É administrador de Empresas, policial rodoviário federal aposentado e escritor.
[*] Adalberto Vasconcelos Andrade

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