7º ENCONTRO DE FILARMÔNICAS EM ESTÂNCIA

Esportes : Além da virose: Vasco repete erros e se mostra inofensivo contra a La U em casa
enviou em 14/03/2018 10:30:00 ( 69 leituras )
Esportes

Problemas médicos enfrentados por parte do elenco não são determinantes para derrota. Saída de bola ruim, alas bloqueadas e jogo embolado pelo meio deixam o time sem criação

A derrota por 1 a 0 para a Universidad de Chile, terça-feira, em São Januário, foi um duro golpe nos planos do Vasco na Libertadores. Em um grupo com rivais tão complicados, era fundamental ter conseguido a vitória em casa sobre os chilenos, mas em campo a equipe cruz-maltina ficou longe de merecer alcançar o objetivo. Foram erros antigos que tornaram o time inofensivo, apesar do empurrão da torcida na arquibancada.


Havia o temor de que os oito casos de virose no elenco pudessem ter algum prejuízo direto no desempenho. O principal efeito foi o fato de Wagner ter sido substituído após se sentir mal e apresentar febre. Paulinho, que chegou a ir ao hospital para fazer exames na segunda, começou no banco e entrou em seu lugar na segunda etapa. Não é possível, portanto, colocar a culpa da derrota nos percalços médicos.

- Não é desculpa. Não foi determinante na partida - afirmou Zé Ricardo.

Saída de bola: um problema recorrente

Boa parte do tempo em que a posse esteve com o Vasco contra a La U, a bola esta nos pés dos zagueiros Erazo e Paulão, que giraram as jogadas de um lado para outro para tentar encontrar espaço na defesa chilena. Quando a opção foi pelos lançamentos longos, os zagueiros da La U tiveram a vida facilitada.

Em outras partidas a saída de bola já foi um problema. A alternativa normalmente encontrada por Zé Ricardo é abrir os zagueiros e recuar Desábato para o meio da zaga para explorar sua boa capacidade de passar. Contra os chilenos, não surtiu efeito. Quando o argentino saiu por causa de um incômodo muscular, o time ficou mais desprotegido atuando com apenas Wellington na marcação.

O gol da vitória dos chilenos saiu em uma bobeira da defesa. Após uma cobrança de lateral, Paulão deu o bote errado e Araos chutou. Martín Silva também vacilou e não defendeu a bola que passou por baixo dele.

- Acho que faltou sincronismo na saída de bola. Eles fizeram gol em um lance isolado, jogada de lateral. A partida foi decidida em um detalhe. A La U veio bem fechada e marcou nossas subidas pelos lados. Por dentro tivemos dificuldades. Mas o determinante acabou sendo uma jogada isolada. É uma competição que precisamos estar 100% concentrados - analisou o treinador.

Laterais bloqueadas; meio embolado

A equipe da Universidad de Chile fez bem o dever de casa e estudou bem as armas do Vasco. Com uma boa postura tática, os chilenos conseguiram bloquear a maior parte dos avanços dos laterais, principalmente Pikachu, que constantemente apareceu como elemento-surpresa em partidas anteriores para finalizar, e não à toa é o artilheiro do time na Libertadores. Sua maior contribuição foi um bom cruzamento para Rildo, que não conseguiu fazer o gol de cabeça.

Na segunda etapa, Zé Ricardo utilizou Paulinho, Andrés Ríos e Paulo Vitor para tentar dar força ofensiva ao time, mas não houve grande impacto no rendimento da equipe, que embolou o jogo pelo meio e deixou a missão da La U mais facilitada.

- Não conseguimos criar pelos lados. Faltou mobilidade por dentro. A La U se fechou bem e tinha uma saída forte. Foi uma noite em que não fomos felizes na criação - afirmou Zé Ricardo.

Riascos fora de sintonia

Diante da necessidade de ter uma maior presença dentro da área adversária, o colombiano foi o escolhido para ser o titular, e Andrés Ríos ficou no banco. Em um lance isolado, Riascos conseguiu acertar a trave em um chute que foi mais um cruzamento. De resto, teve dificuldade para dar sequência nos lances e fazer o pivô para os companheiros.

Com os resultados da rodada, o Gigante da Colina fica em terceiro no Grupo 5, à frente apenas do Cruzeiro, que perdeu de 4 a 2 para o Racing na semana passada. A equipe argentina lidera, seguida da La U. O Vasco volta a campo pela Liberta no dia 4 de abril, contra o Cruzeiro, em Minas.

Antes da partida contra os chilenos, Zé Ricardo comentou sobre o objetivo de chegar a pelo menos 11 pontos para garantir a classificação. Desta forma, com apenas mais dois jogos em São Januário, será preciso correr atrás do prejuízo fora de casa.


Por Fred Huber, Rio de Janeiro

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