7º ENCONTRO DE FILARMÔNICAS EM ESTÂNCIA

Sociedade : "A prestação de contas da campanha foi confiada a uma equipe e os apontamentos serão esclarecidos"
enviou em 12/08/2019 09:30:00 ( 15 leituras )
Sociedade

O deputado federal Valdevan Noventa (PSC) expôs para esta entrevista no JORNAL DA CIDADE como vem sendo o trabalho desempenhado no primeiro mandato na Câmara de Deputados, os projetos de leis propostos e detalhou o porquê de ter sido contrário à proposta da Reforma da Previdência. Na oportunidade, ele comentou sobre as acusações de praticar crime na última eleição – “Minha consciência está tranquila”. Além disso, o parlamentar mencionou como vem sendo a relação com o partido e ainda contou como foi a sua história de luta vivida em São Paulo e o “vínculo” que criou na capital paulista. Confira o conteúdo completo:

JORNAL DA CIDADE – Como o senhor vem representando o Estado de Sergipe na Câmara?
VALDEVAN NOVENTA – De todas as formas possíveis. Não tenho medido esforços para defender os interesses do meu Estado e do meu povo, principalmente daqueles mais humildes e esquecidos pelo Poder Público. Represento o Estado de Sergipe toda vez que me reúno com os colegas parlamentares, ministros e demais representantes do Governo para discutir as demandas da população. Represento o meu Estado, toda vez que me reúno com pais e mães de família que buscam ajuda e oportunidades de emprego para terem condições de sustentar os seus filhos. Represento o meu Estado, toda vez que me reúno com os jovens e ouço os seus projetos e sonhos. E assim sigo trabalhando...

JC – Quais são os seus principais projetos apresentados até o momento?
VN – Nesse primeiro período, apresentei diversos projetos de leis (PL) e emendas. Relaciono aqui alguns, apresentei o PL que institui a Política Nacional de Apoio à Reconversão da Citricultura; outro obriga a divulgação, por parte das instituições financeiras e demais instituições a funcionar pelo Banco Central do Brasil, das taxas de juros máxima, média e mínima; outro trata da consolidação das Leis do Trabalho, para dispor sobre a determinação da competência das Varas do Trabalho; temos um que altera o Código Penal, para tipificar a perseguição obsessiva e vamos trabalhar em outros campos. Além disso, já destinei emendas no valor de R$ 3,1 milhões, a serem investidos na Saúde Básica das cidades. Tudo isso em poucos meses de mandato. Mas muitas coisas boas estão por vir.

JC – Como o senhor avalia o projeto da Reforma da Previdência? Por que o senhor optou por ser contrário?
VN – Sabemos da necessidade de uma reforma previdenciária, mas não nesse formato apresentado pelo Governo, o qual dificulta o acesso à aposentadoria, prejudicando, sobretudo, os mais humildes. Há inúmeras razões e motivos que me fizeram votar contra a Reforma. O texto aprovado exige idade mínima para requerer aposentadoria, fixando a norma em 65 anos para homens e 62 para mulheres; impõe alterações no cálculo dos benefícios e regras de transição para quem está na ativa atualmente. Também determina, por exemplo, que o piso do benefício será de 60% da média das contribuições feitas pelo trabalhador, enquanto exige 40 anos de contribuição para ter direito a 100% dessa marca. Isso significa retirar direitos dos mais pobres e manter privilégios de uma minoria já privilegiada: as elites agrícolas, as elites financeiras que, historicamente, sugam até onde podem do nosso povo.

JC – A Procuradoria Regional Eleitoral apresentou supostos crimes praticados no último pleito, o que lhe provocou até o cumprimento de mandados de prisão. O que ocorreu de fato?
VN – Vamos lá... Nas eleições, o tempo dos candidatos é muito curto. São 45 dias intensos com inúmeras agendas, reuniões, compromissos, gravações e caminhadas em todas as cidades do Estado. Minha preocupação nesse período era cumprir todas essas obrigações e levar nossas propostas de campanha para a população. Diante de tantas demandas, não há como cuidar pessoalmente de tudo. A prestação de contas da campanha foi confiada a uma equipe e os apontamentos serão esclarecidos, oportunamente, na justiça. É uma área técnica que eu não domino.
w JC – Quais as acusações que a Justiça faz contra o senhor? Tem como provar inocência?
VN – Como já disse, tratam-se de apontamentos de eventuais irregularidades na prestação de contas de campanha e que serão, oportunamente, esclarecidos na justiça. Minha consciência está tranquila.

JC – O senhor pensa em algum momento renunciar ao mandato por conta dessas acusações?
VN – Jamais. Fui eleito pelo povo e honrarei cada voto recebido. Minha eleição representa o sonho e a esperança de mais de 45 mil cidadãos.

JC – Diante dessas acusações que atingem diretamente a sua imagem, o senhor percebe algum tipo de preconceito na Câmara de Deputados? Isso impossibilita seu mandato?
VN – Nenhum preconceito. Tenho um ótimo relacionamento com todos. Participo de diversas frentes parlamentares. Inclusive, vale destacar que em pouco tempo de mandato, consegui reunir mais de duzentas assinaturas para a instalação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Trabalhadores em Transporte, o que é praticamente inédito na Câmara. A discriminação e o preconceito ficam por conta de uma minoria sergipana, a qual ainda não digeriu a ideia de que um neto de marchantes conseguiu eleger-se deputado. Infelizmente, as pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas. Fui eleito pelo povo mais simples do Estado, essas pessoas sabem quem sou, de onde vim e se orgulham de mim. É isso o que me importa!

JC – O senhor está filiado ao PSC e, durante esse período de acusações e prisões, ocorreu algum auxílio perante o partido? Está satisfeito em integrar o quadro de filiados?
VN – Tenho uma boa relação partidária com membros do PSC na Câmara dos Deputados, é o que posso afirmar.

JC – O senhor cometeu algum crime em São Paulo? Já ocorreu algum julgamento por lá? Por que as suspeitas de prática de ato ilícito chegam em Sergipe? Comente sua história e vínculo com o estado paulista.
VN – Nunca cometi crime em São Paulo, nem em Sergipe e em nenhum lugar desse país. Minha vida sempre foi pautada no trabalho, na honestidade, no caráter e no respeito. Nos dias de hoje, é muito fácil acusar alguém e difamá-lo na internet e nas redes sociais. Infelizmente, vivemos em um mundo onde a maldade e a ganância pelo poder predominam, custe o que custar. Nas eleições acontecem isso, sejam elas de ordem política, sindical, ou até mesmo no seu próprio condomínio.
É triste, mas ao invés das pessoas te convencerem que são boas por suas próprias qualidades, elas preferem desconstruir a imagem dos seus concorrentes, criticando-os, difamando-os e assim por diante.
Meu vínculo com a capital paulista é público, nunca escondi e jamais esconderei. Assim como milhares de nordestinos, ao completar a maioridade, fui a São Paulo em busca de oportunidade de emprego, lá consegui me estabelecer, me destacar e fui eleito por duas vezes vereador e reeleito presidente da maior entidade da América Latina. Mas essa caminhada também não foi fácil. Lá, também fui perseguido e caluniado, no entanto, consegui superar e provar que todas as acusações eram infundadas. Tenho uma história de vida marcada por lutas, desafios e superações. Tudo o que conquistei até aqui foi sem passar por cima de ninguém. Sempre segui o meu coração, os valores que meus pais me deixaram e, acima de tudo, os ensinamentos de Deus.


Por Mayusane Matsunae/Equipe JC
Foto: Reprodução

Classificação: 0.00 (0 votos) - Classifique esta notícia -


Outros Artigos
23/08/2019 08:50:00 - TCE REJEITA AS CONTAS DOS EX-PREFEITOS DE PEDRINHAS E POÇO VERDE
23/08/2019 08:50:00 - BOLSONARO: PAÍSES USAM INCÊNDIOS PARA TENTAR PREJUDICAR O BRASIL
23/08/2019 08:50:00 - Brasil em chamas
23/08/2019 08:50:00 - Sono reparador e exercício são essenciais para equilibrar a rotina
23/08/2019 08:50:00 - Jorge & Mateus Único
23/08/2019 08:40:00 - ESTUDANTE ESTANCIANO DO SENAI PARTICIPA DE COMPETIÇÃO NA RÚSSIA
23/08/2019 08:40:00 - Europeus Vão Investir US$ 2 Bilhões Para Montar Refinaria No Estado De Sergipe
23/08/2019 08:30:00 - Inverno generoso contribui para redução da seca em SE
23/08/2019 08:30:00 - Proposta que amplia pena máxima de prisão para 40 anos avança na Câmara
23/08/2019 08:20:00 - Cerca de 1.200 queimadas já atingiram Sergipe em sete meses



Marcar este artigo como favorito neste site

                   

 
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

ENQUETE

Você acredita numa possível aliança de Márcio Souza com os grupos políticos de Ivan e Carlos Magno?
Não
Nenhuma
Sim
Você acredita que o vereador André Graça será o vice de Gilson em 2020?
Sim 66 % 66%
Não 0%
Nenhuma 33 % 33%

USUÁRIOS ONLINE

36 visitantes online (32 na seção: Notícias)

Usuários: 0
Visitantes: 36

mais...