7º ENCONTRO DE FILARMÔNICAS EM ESTÂNCIA

Manchete : IVAN LEITE:“UM ENTENDIMENTO TAMBÉM POLÍTICO SERÁ MUITO BEM VINDO E POSITIVO PARA A VIABILIZAÇÃO DE UMA CANDIDATURA DE SUCESSÃO”
enviou em 24/08/2011 13:30:00 ( 1049 leituras )
Manchete

Entrevista realizada pelo radialista Cláudio Leite, apresentador do programa Giro da Notícia, transmitido pela Rádio Cultura AM, de Aracaju, no dia 29/06/2011 com a participação do jornalista Magno de Jesus, proprietário do jornal A Tribuna Cultural.
O prefeito relatou diversos assuntos, dentre os quais sobre a política local, precisamente com referência a sucessão municipal. “ A gente espera eleger um sucessor, mas isso está na mão do povo e evidentemente na mão maior, que é a mão de Deus. Nós temos analisados várias possibilidades de candidaturas, mas ainda não podemos lançar uma candidatura oficial”, conta Ivan.






A Tribuna Cultural - Os festejos juninos andaram dentro do programado pela Prefeitura Municipal de Estância?

Ivan Leite - A nossa festa ocorreu totalmente dentro da programação com muita animação e alegria. Nós tivemos, desde o dia 31 de maio, até o dia de São Pedro (2/7), festa ininterrupta, feita pelo povo, para o povo e com o povo. A Prefeitura apenas dar as condições necessárias, para que a população de Estância desenvolva o seu potencial cultural com as batucadas, reisados e nas várias atividades que são de tradição no nosso município. Este ano, nós conseguimos que Estância fosse notícia no Jornal Nacional e no programa do Fantástico. Maurício Kubrusly teve aqui, em Estância, e levou o nosso potencial turístico para todo o Brasil. E pela Globo News, tivemos uma divulgação muito grande. Recebi diversos telefonemas e contatos com as pessoas, registrando a beleza e o interesse das nossas atividades.

A Tribuna Cultural - Como foi feita a exibição de busca pés para os turistas que foram assistir?

Ivan Leite - Aqui, em Estância, no passado, a guerra de busca pés era em todas as ruas da cidade, de uma forma livre. Quando nós assumimos o Município, em 2005, nós com muito cuidado, delimitamos as áreas da soltura de fogos, ouvindo a população e fazendo um acompanhamento junto à população. O único trecho de rua, em que legalmente é autorizado, é o trecho da Rua Nova, em uma data específica que existe a batalha de busca pés, nessa rua, que é um anseio da população dessa região. Fora desse período, as pessoas têm a tranqüilidade de assistir a guerra de busca-pés e espadas lá no Forródromo, numa área, onde chamamos “buscapódromo”. Esse espaço era telado, tipo um campo de futebol society, com tela na vertical, circundando a área do campo. Nós fizemos, em 2008, uma cobertura de tela, para que também a parte superior, o busca pé não escapasse pela parte superior. Então, funciona, como se fosse uma espécie de gaiola onde quem quer ir para o meio do fogo, pode ir, e quem não quer, quer apenas assistir, assiste sentado nas arquibancadas com segurança aos festejos. E nesse mesmo lugar, a pessoa assiste a passagem do barco de fogo, que é um grande atrativo e diferencial do nosso São João.

A Tribuna Cultural - Do ponto de vista turístico, qual foi o incremento à economia e o número de turistas?

Ivan Leite - Nós não fizemos uma contagem precisa de turistas, mas existiu um acréscimo gigantesco de carros de outros municípios e outros estados durante esse período. Os hotéis estavam todos lotados, os bares, restaurantes vendendo bastante. O ‘Arraiá do Progresso’, que foi montado na praça principal, foi feito por lá uma homenagem aos antigos forrozeiros e fogueiteiros como: Badinho, Cebinho, Dona Carlota e tantos outros. Os donos de barracas que estavam instaladas no arraiá, diziam que tinham vendido tudo, isso é dinheiro circulando na economia de Estância. A própria elaboração dos vestidos juninos para as quadrilhas, as batucadas, para os desfiles e até mesmo para o passeio das crianças na praça, isso movimenta muito a economia local. Nós procuramos estimular a participação popular, em vários tipos de concurso, como concursos de comidas típicas, concursos de licores caseiros, concursos de ruas mais enfeitadas e concursos de agências bancárias mais animadas. Foram trinta trios pé de serra, participando dos festejos, é um número muito expressivo; oito batucadas; dois reisados; quatro quadrilhas juninas de porte razoável, inclusive, no Concurso de Quadrilha Junina da TV Sergipe. A nossa quadrilha não ficou como finalíssima, mas não fez feio, foi uma quadrilha ( Pé Duro) que se apresentou muito bem e o público lotou o ginásio para ver o espetáculo. O barco de fogo é irresistível e um encantamento, criado pelo pescador Chico Surdo, que pretendia ser marinheiro, mas não pode ser e acabou criando um barco de fogo de papelão, e hoje Estância tem mais um codinome, além do codinome tradicional, dado por D. Pedro II de “Jardim de Sergipe” e “Berço da Cultura Sergipana”, temos o novo codinome de “Capital Brasileira do Barco de Fogo”. É um atrativo a mais para o próprio turismo do Estado de Sergipe. Nós recebemos aqui turistas de várias partes do Brasil, vindo em comitiva com a Emsetur, para conhecer o nosso São João. Nesse período, quem vai a Aracaju, para Estância é apenas uma hora de viagem, então ele pode se programar e ver a beleza da nossa região.

A Tribuna Cultural - Qual a média do público no período junino este ano em Estância?

Ivan Leite - A capacidade do Forródromo é de 40 mil pessoas e em outras áreas, mais de 20 mil. Mas entorno desses números, são números expressivos, e a gente ver uma multidão participando. Recentemente a revista Veja, colocava o São João de Capina Grande/PB, onde a grande atração era justamente a banda Cavalheiros do Forró, banda essa que fez a abertura do nosso São João e que fez o encerramento do São Pedro. Na abertura do dia 31 de maio, tivemos a banda Calcinha Preta, que no ano passado foi campeã nacional do forró. Uma coisa nós temos procurado fazer sempre, que é prestigiar os valores da terra. Nós temos que ter orgulho sim da nossa banda Calcinha Preta, que é sem sombra de dúvidas, a banda sergipana de maior sucesso nacional. Além disso, nós temos estimulado a prata da casa, temos, por exemplo, estimulado a banda Fauna e Flora, que existe há vinte anos e que estava desativada, e o grupo que a fundou se rearticulou, teve o apoio da Prefeitura e se apresentou algumas vezes durante esse período festivo. Temos a própria Lira Carlos Gomes, que tem músicos excelentes e estão tendo chance e também tem se apresentado durante o São João, e numa dessa, eles podem destacar-se e ser contratados profissionalmente e tocar em bandas de maior porte. E a gente quer transformar o nosso São João, além da diversão que é para a população estanciana, em uma fonte de renda e emprego, para aqueles que praticam a cultura, seja para aquela pessoa que faz o licor caseiro, seja para quem faz a comida típica, seja para quem faz o barco de fogo, aliás, essas pessoas que fazem barco de fogo faturaram bem, foi um volume expressivo de dinheiro, vendendo a espada, o busca pé para apresentações, não somente em Estância, mas eles acabam também vendendo para outros lugares, então eles ganham um bom dinheiro, graças a Deus, e a gente fica contente com isso porque o dinheiro está circulando no nosso município. E em especial também, em poder revelar músicos de renome. Nós temos Fabinho, em Estância, um rapaz excelente, muito bom, neto do famoso jogador do Esporte Clube Santa Cruz, pentacampeão do Estado e que tinha o famoso zagueiro Tarati. Hoje ele toca com a banda Forró da Folha, e o pessoal é muito bom, então a gente torce para que numa dessa, a gente tenha chance de fazer com que tenhamos no futuro, uma Elba Ramalho sergipano, seja ele homem, seja ela mulher, para termos, em uma apresentação dessa, o destaque e o cartão de visita na divulgação de nossa terra. Isso nós temos sistematicamente feito. Todos os shows, nós procuramos efetivamente inseri-los a presença e a apresentação de bandas locais, esse é o diferencial que nós fazemos cuidadosamente no nosso São João.

A Tribuna Cultural - Quais foram as outras atrações do São João?

Ivan Leite - O arrastão elétrico, essa é mais outra coisa curiosa, pegou e pegou bem. Não adianta querermos fechar os olhos para a realidade. A juventude adora também o forró elétrico, e nós temos o forró elétrico: “ Xamego de Menina”, no dia 24 de junho, que é o único bloco somente de mulheres, e tínhamos três mil mulheres participando nesse dia. Uma animação total, e tudo indica, que será exibido no Guines Book como o maior bloco feminino de eventos festivos, e talvez até, o único bloco com porte significativo.

A Tribuna Cultural - O senhor já está trabalhando o seu sucessor, ou acha que é muito cedo ainda?

Ivan Leite - Algumas pessoas dizem que em política, “uma semana é longo prazo”, mas evidentemente, nós precisamos nos preocupar com o que vai acontecer na seqüência de Estância porque nós assumimos uma Estância, numa situação que, sem querer denegrir a imagem de nenhum antecessor, mas era público e notório, o caos que Estância vivia. O INSS, devendo mais de 15 milhões de reais, salários atrasados, creches fechadas, sem transporte escolar, sem merenda escolar, era um caos realmente total. Hoje, não dizemos de forma alguma que está numa Suíssa, mas melhorou muito, graças a Deus. São seis anos de merenda escolar ininterrupta nas escolas, transporte escolar para mais de quatro mil alunos diariamente, salários rigorosamente em dia, INSS pago, férias pagas, décimo terceiro pago. Com isso a gente fica com muita pena, de ter tido um trabalho gigantesco, de rearumação da casa e eventualmente trmeos um retrocesso, voltando a um descaminho da situação anterior. Claro, e a gente espera eleger um sucessor, mas isso está na mão do povo e evidentemente na mão maior, que é a mão de Deus. Nós temos analisados várias possibilidades de candidaturas, mas ainda não podemos lançar uma candidatura oficial. No momento oportuno, esperamos que o grupo decida por uma candidatura, que realmente some, agregue e principalmente der confiança a população de que o espírito será o mesmo que move a atual administração, um espírito de buscar o progresso, respeitando a diversidade, respeitando a opinião alheia, mas procurando fazer o certo e lutando pelo certo, para que tenhamos vitórias expressivas. Também na parte de industrialização, nós temos conseguido trazer para Estância boas indústrias, e isso é uma coisa que nos alegra muito porque para o cidadão a coisa mais importante é ter o seu emprego, para que no final do mês ter o dinheiro para sustentar a sua própria família.

A Tribuna Cultural - A boa relação que o senhor vem tendo com o governador Marcelo Déda, vai se estender também para as eleições de 2012?

Ivan Leite - Ainda é cedo para nós dizermos qual será a posição do governador nesse sentido. A parceria que nós temos tido com o governador, é uma parceria muito importante e muito positiva em buscar sempre e viabilizar benefícios para o nosso município, e essa eu manterei até o último dia, e o meu estado físico será nesse sentido, e pelo que eu tenho visto até agora, e espero que continue, não tenho dúvidas, ele continuará com essa postura. Claro, se esse entendimento administrativo já existente, facilitar e possibilitar um entendimento também político será muito bem vindo e positivo para a viabilização de uma candidatura de sucessão.

A Tribuna Cultural - Como é que o senhor ver a crítica do Sintese, dizendo que o prefeito não dialoga com os professores?

Ivan Leite - Tem um ditado popular, que diz: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”, eu poderia dizer isso, nesse momento que o Sintese joga pimenta no olho do governador, no olho do prefeito, pimenta no olho dos deputados, mas eu não digo isso, eu digo: Pimenta no olho dos outros, para quem já teve pimenta no olho, sabe quanto arde e não é refresco coisa nenhuma, é sempre ardida e sempre incomoda. Eu acho que o Sintese precisa repensar a forma de fazer essa sua atuação. Aqui, em Estância, friamente, os colégios das Freiras, o Magistral, Aroldo Rocha, Fênix, qualquer colégio particular de Estância, encontrará professores dando aula durante meio turno, que recebem em torno de R$ 600 reais por mês, para darem aula meio turno nas escolas particulares. O professor do município de Estância recebe em média R$ 1.500 reais, quase que três vezes, o que recebe o professor da escola particular. Então pergunto: Ele merece mais? Claro que merece, se eu pudesse pagar mais, eu pagaria ainda mais do que já pago. Mas o problema todo da educação não é a questão salarial, porque se fosse questão salarial, o professor da escola particular não estaria dando uma boa aula, inclusive, o que dar pena, é que o próprio professor da escola pública, que reclama do seu salário, ainda tira grande parte dele, para pagar uma escola particular para seu filho, isso é incoerente. Se ele confia no colega da escola pública, por que pagar uma escola particular, custando 180 e 200 reais por mês? Então, na realidade, o Sintese precisa analisar nesse aspecto e ver o que ele está fazendo de errado. Dizer que está lutando pela educação, é muito fácil falar, agora precisa comprovar se realmente é isso, se está havendo um retorno efetivo de aplicação e de esforço em um resultado positivo na sala de aula. A gente fica triste em não ver esse setor acontecendo da forma como a gente gostaria entender que é o correto. Quanto o Sintese dizer que eu não diálogo, não procede, eu recebi várias vezes o próprio Sintese, recebi várias vezes o representante dos professores para conversar. O que eles confundem não dialogar com não atender o que eles querem, nem sempre a gente pode atender, se pudesse atender sempre, tenho certeza que o governador não estaria passando com o que está passando agora. É extremamente desagradável, qualquer pessoa que é idealista, e eu me considero idealista, considero a educação o grande caminho para a evolução de qualquer país, Estado e Município, é ser acusado de “ser destruidor de sonhos”. Ainda hoje, alguns professores ligados ao Sintese, utilizam uma camiseta preta, com uma caveira enorme estampada no peito, a cara do BOPE, a caveira que é o símbolo da morte, com uma frase estampada: “Ivan Leite, destruidor dos sonhos”. Será que isso é educativo? Eles usam isso dentro da sala de aula para os alunos. Que eles utilizem durante a manifestação, dentro da campanha salarial, isso faz parte da democracia, mas eu acho injusto. Será que isso não é uma agressão aos alunos? Será que isso não é deseducativo? Como nós fomos eleitos com mais de 19 mil votos, a imensa população estanciana apóia e confia no meu trabalho. Como é que fica a cabeça de uma criança, o professor dando aula com uma caveira no peito, difamando o prefeito, quando, dentro de casa, o pai vota, gosta e confia em mim? Será que está certo esse tipo de postura? Acho que é uma postura totalmente equivocada, e lamentavelmente, a gente pode entender que é uma postura com fins políticos, e não uma postura com fins educacionais.

A Tribuna Cultural – Como o senhor ver as críticas com referência a falta de segurança nas escolas?

Ivan Leite - Esse é um exemplo típico, de como eles não estão agindo com lisura em passar as informações. Eles apresentam a notícia de forma distorcida, e é uma forma quase de “iena”, torcer para que aconteça um acidente qualquer, independentemente da Prefeitura ter ou não responsabilidade, divulgar a má informação, já que é mais fácil de ser noticiada. A curiosidade pelo pior é muito maior do que a curiosidade pela notícia positiva. E lamentavelmente eles têm criado uma fonte de más informações, com o objetivo de denegrir a minha imagem, e sempre procurando criar casos. Pelo São João, eles estavam até criticando que os hotéis estavam lotados e que os turistas não estavam achando vaga nos hotéis.

A Tribuna Cultural- Suas considerações finais.

Ivan Leite - Nós temos todo um vínculo de simpatia com as pessoas que abrem o espaço, que analisam de uma forma despreconceituosa as sugestões, as idéias e analisam também as angustias do dia a dia de quem tenta acertar e fazer o bem. Agradeço muito essa oportunidade.


Redação A Tribuna Cultural/Estância

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