Como reconhecer os sinais do déficit de atenção

Data 21/02/2018 14:40:00 | Tóopico: Saúde

É comum confundir hiperatividade com agitação. O diagnóstico de TDAH só pode ser dado a partir dos seis, sete anos.

Criança dispersa e desatenta, criança que não termina as atividades, criança hiperativa. Como saber se é só agitação ou se é Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)? O neuropediatra Felipe Kalil falou sobre diagnóstico e sinais no Bem Estar desta quarta-feira (21). A consultora e pediatra Ana Escobar falou sobre aprendizado – comer, dormi e se mexer! O tripé fundamental para as crianças aprenderem mais.

Segundo o neuropediatra, é comum confundir hiperatividade com agitação. Ele lembra que o diagnóstico de TDAH só pode ser dado a partir dos seis, sete anos. Crianças com diagnóstico de TDAH têm dificuldade de aprender coisas, mas não por problema cognitivo, mas por dificuldade de concentração.

O TDAH se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade e ocorre em 3% e 5% das crianças. Para fechar o diagnóstico, os pais podem buscar neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais.

Toda criança tem nível de agitação de aceitação para a idade. Entretanto, alguns sinais indicam que os pais devem procurar ajuda profissional: quando a criança importuna outro colega na escola; se a criança tem dificuldade para se relacionar; se ela não acaba uma atividade e já começa outra; ou se sofre um bullying, é jogada de lado.

O tratamento envolve terapias cognitivo-comportamentais, intervenções familiares, na escola, e, às vezes, medicamentosa. Nem todas as pessoas precisam de remédio.

Muitos pais têm dificuldade de lidar com o TDAH. O Bem Estar listou algumas dicas do que fazer:

Reforçar o que há de melhor na criança
Não estabelecer comparações entre os filhos
Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo
Aprender a controlar a própria impaciência
Estabelecer regras e limites dentro de casa
Não esperar “perfeição”
Não cobrar resultados – cobrar empenho
Elogiar! Estímulo nunca é demais
Usar o português claro e direto
Não exigir mais do que a criança pode dar
Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares
Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança
Programar atividades diferentes e criativas


Por G1, São Paulo



Este artigo veio de Tribuna Cultural
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