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Sergipe

O PULA PULA - por Zênia Vieira Fortes

Publicada em 07/12/25 às 11:13h - 156 visualizações

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O PULA PULA -  por Zênia Vieira Fortes
 (Foto: TRIBUNA CULTURAL/Divulgação)
Eu Sempre quis pular no pula pula e nunca tive oportunidade, pois diziam que eu era grande e gorda e poderia estragar o brinquedo.
Antes daquele dia, 

fui a uma festa de adulto e lá descobri que havia um pouco afastado, um pula pula para a criançada.

Cheguei na festa às 11 horas e colocaram-me em uma mesa logo na frente, mas pedi para me sentar um pouco mais longe do conjunto, pois tocava  muito alto.
Aos poucos, os amigos foram chegando e a conversa rolou em vários assuntos.
Enquanto a manhã  se passava, eu não tirava os olhos do pula pula e não via ninguém brincar.

Aí chegou alguém e todos foram cumprimentar e eu aproveitei e fui até o pula pula.
Havia um casal que era proprietário do brinquedo. 

 Comecei a fazer variadas perguntas e uma hora quis saber se podia pular.
Olharam um para o outro e disseram

que o brinquedo aguentava, mas como eu usava bengala era mais complicado.
Disse que a bengala era mais uma segurança, mas no pula pula não precisava dela.
Estando todos de acordo, o difícil foi subir pela escadinha, embora era apenas quatro degraus

 Quando finalmente cheguei em cima do pula pula, estava cansada, suada e feliz.
O casal chamou mais duas pessoas e as colocou estrategicamente ao redor do pula pula, pois eu, em dos pulos poderia acidentalmente cair na rede que rodeava e ao quebra-la, cair no chão.

 Estava tão feliz que um dos homens teve que subir para me segurar.
Quando finalmente parei, escutei uma grande salva de palmas e ao olhar vi a quantidade de gente ao redor do pula pula, gritando meu nome e aplaudindo.

 Quando pulava, a felicidade era tão grande que não observei nada ao meu redor, pois ali era a criança que sempre desejava pular.

Realizando assim, mas um dos meus sonhos.


(*) Advogada



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