Por Zênia Víeira Fortes
Enquanto não tinha carro, viajava de ônibus.
Algumas vezes combinava com Aida nos encontrarmos na Rodoviária.
Sempre nos sentávamos na "cozinha", aquele último banco no fim do ônibus, que tomava a largura toda.
Íamos de ônibus e voltávamos com o juiz.
Em uma dessas viagens, depois de Itaporanga, entraram dois homens e anunciaram o assalto, começando a pegar às bolsas das pessoas e tirar tudo.
Uma senhora guardou alguma coisa no soutien e eles viram e mandaram entregar.
Comecei a falar com Aida sobre o meu anel de formatura.
O sacrifício que meu pai tinha feito para comprar.
Naquela época havia uma Empresa que vendia os anéis de formatura.
E eram caros.!
Disse a Aida que ia engolir o meu. e sugeri que ela fizesse o mesmo.
Ela disse que sem água era impossível.
Os ladrões se aproximando, um deles muito bruto e eu engoli meu anel.
Quando chegaram na "cozinha", um deles olhou para mim e disse: "Dra. Zênia minha advogada! Prometi a ela que não ia mais roubar. Vamos embora e saíram correndo, jogando os pertences que já tinham tirado no chão do ônibus.
Aí Aida disse e como vai ser pois você engoliu o seu anel.?
No próximo sábado contarei o resto.