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A MEMÓRIA DO CRAQUE DO PASSADO – VIOLA, “O PULMÃO DE AÇO”

Viola recorda que em 1991, o presidente do Serrano da Bahia, conhecido como Chico Estrela, queria levá-lo para o clube baiano, mas não conseguiu porque o seu passe pertencia ao Estanciano.

Publicada em 19/04/24 às 15:00h - 136 visualizações

TRIBUNA CULTURAL


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A MEMÓRIA DO CRAQUE DO PASSADO – VIOLA, “O PULMÃO DE AÇO”
Viola, um craque estanciano  (Foto: TRIBUNA CULTURAL)

Orlando Xavier da Silva, filho de Antônio da Silva e de Neusa Xavier da Silva, nasceu em Estância, no dia 7 de maio de 1961. Ele ficou conhecido no meio popular e ao mesmo tempo esportivo como Viola. Depois de ter jogado em diversos times de futebol amador, Viola integrou os plantéis do Santa Cruz, do Estanciano e também do Guarany, da cidade sergipana de Porto da Folha.

Na flor da mocidade, menino que usava calça curta e costumava brincar com outros meninos e meninas da rua em que morava, Viola disse que sempre residiu numa malhada (uma espécie de sítio) que pertencia a sua avó e se localizava na Rua Elvécio de Araújo, antiga Rua dos Amarelos. Foi justamente nesse pequeno sítio, que nasceu o apelido Viola.

Viola contou que na chácara de sua avó, ele e a garota da rua costumava brincar de circo, cada um tinha uma tarefa: uns se apresentavam como trapezistas, outros como malabaristas, alguns cantavam e tinham os que tocavam instrumento musical improvisado, e foi justamente nessa parte que Orlando ficou conhecido como Viola porque ele mesmo fez uma viola de brinquedo, utilizando uma lata de goiabada, um pedaço de madeira e uma corda de violão (que ganhara do seu tio Jorge Rodrigues) e a partir daí, era ele mesmo quem tocava a viola no pequeno circo amador. Daí o apelido de Viola.

Na adolescência, Viola jogava bola em toda “ponta de esquina”, ou melhor, onde tinha uma “pelada” acontecendo, ele estava dentro.

Mas foi num campo de várzea, localizado num deposito de pó de serra, nas margens da BR-101, chamado de “Bariri”, que Viola começou a se destacar no futebol amador. Nesse mesmo lugar, quem costumavam jogar bola eram Montalvão, Antônio Branco, Domingos dos Cocos e outros.

De times amadores, pelos quais era sempre requisitado para participar, tanto nos da cidade como nos da roça, Viola perde as contas dos inúmeros convites, mas destaca que jogou pelo Beira Rio, do proprietário Naldinho; time de Naldo no Pueirão; Feirinha, de João Milunga; time do Jardim, em Itabaianinha; Ponte Preta de Aloísio da Farmácia; Serigy de Umbaúba, que tinha como  responsável Careca; Seleção de Cristinápolis; Vasquinho de Agenor do Táxi; Confiança de Dinho da Farinha; Terra Caída, de Zé de Alexandrino; Internacional da Miranga, de Edilberto e no CSU, do bairro Alagoas.

Durante um jogo pelo time de João Milunga da Feirinha, que tinha como adversário o Juvenil do Estanciano, Viola contou que nesse dia, o treinador Aloísio Baié gostou bastante do seu futebol e imediatamente lhe convidou para integrar o elenco do Juvenil do Estanciano. Isso aconteceu em 1979.

Como era menor de idade para assinar e passar automaticamente a jogar pelo Juvenil do Estanciano, o técnico Aloísio Baié procurou o pai de Viola, para assinar a documentação. Ele passou um bom período no Juvenil.

Nessa mesma época, quando já tinha deixado de servir ao Tiro de Guerra 06-013, Viola foi conduzido por Miro para trabalhar na Fábrica de Sucos Frutene e consequentemente integrar ao time de futebol da empresa.

Numa oportunidade que o time da Frutene teve em fazer um amistoso contra o Santa Cruz, o cabeça de área ou volante, Viola, como sempre, apresentou um excelente futebol e de imediato foi convidado por Washington Santana para jogar pelo Santa Cruz, de Dr. Jorge Leite.

O passe de Viola pertencia ao “Canarinho do Piauitinga”, que foi liberado pelo presidente Bera, para ele fazer parte do “Azulão do Piauitinga”. Quem treinava o time do Santa Cruz nessa temporada, era Luiz Pondé.

Em 1986, Viola parou um tempo de jogar como profissional, mas em 1988 retorna ao Santa Cruz e permanece até 1990. Saindo, foi contratado pelo Guarany de Porto da Folha. Depois, mais uma vez, de 1991 a 1992, volta a jogar pelo Estanciano, que antes era treinado por Kakau e depois por Nelson Goleiro.

Viola recorda que em 1991, o presidente do Serrano da Bahia, conhecido como Chico Estrela, queria levá-lo para o clube baiano, mas não conseguiu porque o seu passe pertencia ao Estanciano.

Depois que adquiriu uma fratura em 1992 no joelho esquerdo, e, que inclusive sofreu duas cirurgias, Viola parou de jogar. “Meu jogo era rápido e eu pegava muitos embates em campo com os meus adversários. Me chamavam de pulmão de aço porque eu corria muito”, recordou Viola.

Aposentado desde 2018 e casado com a senhora Rita da Costa, Viola é pai de três filhos: Orlando, Antônio e Alisson.

Ele reside à Rua São Caetano, bairro Botequim, em Estância.

Magno de Jesus

17/04/2024

 




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