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A MEMÓRIA DO CRAQUE DO PASSADO – BETO BAIANO

“Raimundo me disse que era melhor eu ficar no Santa Cruz porque era um time organizado”, lembrou Beto Baiano.

Publicada em 28/04/24 às 15:39h - 160 visualizações

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A MEMÓRIA DO CRAQUE DO PASSADO –  BETO BAIANO
Beto Baiano, menino simples de Mata de São João, que conseguiu virar jogador profissional  (Foto: TRIBUNA CULTURAL)

Carlos Alberto Barbosa, bastante conhecido na vida esportiva sergipana como Beto Baiano, seu registro de nascimento revela que ele nasceu no dia 29 de setembro de 1958, na cidade de Alagoinhas, interior da Bahia, mas foi criado em Mata de São João/Pojuca, em Dias D’Ávila, também cidades baianas.

A história da vida de Beto Baiano é emocionante e comovente. Ele conta, que quando nasceu na maternidade, de imediato seus pais Manoel Barbosa e Maura Maria de Jesus Barbosa, o adotaram a uma família que residia em Mata de São João. “Eu nunca conheci os meus pais verdadeiros”, disse Beto Baiano. O casal que o adotou lhe deu carinho, afeto, amor e o criou como filho.

Na adolescência, Beto Baiano costumava jogar bola com os outros garotos nas ruas, nos bairros e nos campinhos de várzea de Mata de São João. Foi a partir daí que descobriu a vontade para jogar bola e o futuro talento para a vida profissional como atleta de futebol.

Durante suas brincadeiras com bola em Mata de São João, Beto Baiano recorda de alguns colegas de infância como Branco, Ló, Marisvaldo, Boléo, Ari, Vevé, Tonho Rats e outros.

Quando completou vinte anos de idade, Beto Baiano, que já trabalhava no Polo Petroquímico de Dias D’Ávila, deixa Mata de São João e parte para trabalhar em Aracaju, capital do Estado de Sergipe. A empresa que ele atuava, chamava-se Hebe Camargo, que tinha uma filial em Aracaju.

Quem o trouxe para Aracaju, foi seu amigo Calixto, que era como um pai para Beto Baiano. Na capital sergipana, atuou apenas por um ano como operador de guindaste e foi através dessa saída da empresa, que surgiu o jogador profissional, Beto Baiano.

Beto Baiano conta que, aconselhado e apoiado por seu amigo Calixto, deixou o emprego para jogar bola. Ele costumava “bater peladas” com outros colegas nas areias da Praia de Atalaia, quando por lá foi visto e ao mesmo tempo conheceu, um senhor por nome de Carivaldo, que era o presidente do time Confiança. Na oportunidade, Carivaldo lhe convidou para realizar uns treinos pelo time do “Bairro Industrial de Aracaju”.

Quando recebeu o convite, Beto Baiano deixou imediatamente  o emprego a pedido de Calixto, que lhe ficou lhe ajudando financeiramente, e o jovem de Mata de São João, começou a se dedicar nos treinos do Confiança. “Vá Beto, não se preocupe, se você passar no teste, você fica no Confiança”, incentivou Calixto.

Beto Baiano ficou treinando bastante pelo Confiança, participou de vários amistosos, mas nunca virou profissional por essa agremiação, contudo, foi a partir desses treinos e amistosos pelo “Dragão”, que ele foi visto por outros times profissionais como o Olímpico de Aracaju e o próprio Santa Cruz de Estância, comandado por Dr. Jorge Leite, por onde ele despontou profissionalmente para a vida esportiva.

Beto Baiano foi trazido para Estância, por um senhor chamado Raimundo (irmão de Rolete e de Guiu Barreto) para treinar e depois jogar profissionalmente pelo Santa Cruz Esporte Clube. “Raimundo me disse que era melhor eu ficar no Santa Cruz porque era um time organizado”, lembrou Beto Baiano.

Kakau, que era jogador do Confiança, também aconselhou Beto Baiano a jogar pelo Santa Cruz.

Foi em 1979, que Beto Baiano chegou em Estância, e em 1980 ele  surgiu na  vida esportiva profissional começando pelo Santa Cruz Esporte Clube, o “Azulão do Piauitinga, que nessa época era treinado por ABC.

Juscelino, Missinho e Beto Baiano

O lateral direito e também lateral esquerdo, Beto Baiano era veloz, dinâmico e talentoso. Lembra que jogou junto com Nado, João Pedro, Joaozinho, Manelão, Terror, Marujo, Jorge Doido e outros. Ele atuou durante sete anos pelo Santa Cruz e foi campeão pela segunda divisão.

Depois de ter jogado sete anos pelo Santa Cruz, Beto Baiano, em 1987 recebe convite de Kakau, (esse mesmo que já tinha jogado pelo Confiança, mas que nessa época estava sendo técnico do Vasco de Aracaju), chama Beto Baiano para integrar o elenco do Cruz Maltino de Aracaju. Quem presidia o Vasco, era Carivaldo Souza, que mais tarde vira presidente da Federação Sergipana de Futebol.

No Vasco de Aracaju, Beto Baiano passa somente um ano, e nesse período (87), recebe o seu primeiro título de campeão pelo Vasco de Aracaju.

Quando deixou o Vasco de Aracaju, Beto Baiano volta para Estância, em 1988, para jogar pelo Estanciano Esporte Clube, presidido pelos irmãos Nivaldo e Renato Silva, e disputar a Copa Valadares.

Terminada a Copa Valadares, de 1993 a 1994, levado pelo técnico Luiz Pondé, Beto Baiano atuou pelo Olímpico da cidade serrana de Itabaiana, que tinha como presidente, José Queiroz da Costa. Nesse período que Beto Baiano morou em Itabaiana, nasceu o seu primeiro filho, Diego.

Saindo do Olímpico de Itabaiana, Beto Baiano foi levado pelo massagista e preparador físico, Assunção, para jogar no Olímpico da cidade de Itabaianinha. Mas logo volta para o Estanciano e fica lá de 1996 a 1997 recebendo o auxílio técnico do treinador Dimas.

O time do Estanciano Esporte Clube foi a última casa onde o jogador Beto Baiano esteve até terminar sua temporada como jogador profissional. Ele se despediu da carreira esportiva profissional aos quarenta anos de idade. Depois daí, passou a jogar em times amadores da cidade.

O talentoso e bom de bola, Beto Baiano, conseguiu passar sua virtude para seu filho Diego, que quando garoto, aprendeu os primeiros passos no futebol, na Escolinha de Futebol, que seu pai Beto Baiano era proprietário.

Quando cresceu em estatura e em idade, o filho de Beto Baiano, Diogo jogou em diversos clubes profissionais como; Confiança, Sergipe, Porto de Caruaru, Sport de Recife, Corinthians, Bahia, CRB/AL, ASA de Arapiraca, Ceará, América de natal, Mogi Mirim, Santa Cruz de Recife, Náutico, Catuense e Serra Talhada.

Beto Baiano é casado com dona Marli Andrade e pai três filhos, Diogo, Diego e Danilo. Sendo que lamentavelmente, Danilo segundo da prole, faleceu ainda na maternidade.

Beto Baiano reside a Rua Elísio Matos, na cidade de Estância.

Por Magno de Jesus

26/04/2024

 




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2 comentários


Crislayne

30/04/2024 - 16:11:26

Meu tio Beto, tem uma história linda. Mesmo com tantas dificuldades, não se deixou levar pelas circunstâncias é de fato um vencedor. Sua família te ama!


José Raimundo Silva Santos

28/04/2024 - 16:43:17

Bela reportagem esse foi fera na lateral parabéns continue resgatando a história do futebol Estanciano,amigo Missinho na foto com ele valeu magno


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