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CENÁRIO PARA 2026

Publicada em 29/12/25 às 22:30h - 156 visualizações

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CENÁRIO PARA 2026
 (Foto: TRIBUNA CULTURAL)
José Carlos de Oliveira
Brasília, 29 de dezembro de 2025.

Ao se aproximar mais um ano, comumente são muitas as expectativas das pessoas: um ano melhor, cheio de esperanças e de conquistas, boa saúde, paz, mais amor e fraternidade no mundo, bem-estar para todos e bênçãos divinas. E que assim seja, se Deus quiser!

No ano que se finda, infelizmente, tanto no caso brasileiro como em todo o mundo, foram observadas várias turbulências, frustrações, guerras, incertezas, metas e objetivos não atingidos, desalentos, nada obstante os perceptíveis esforços e eventos realizados com valores positivos potenciais para a humanidade e o desenvolvimento social e econômico menos desigual do mundo. Não é uma tarefa fácil resumir tudo que ocorreu em 2025, tanto no nível individual como numa dimensão coletiva. Mas a esperança de melhoras sempre está presente, pois é assim, com esse sentimento, que as pessoas vivem, especialmente no caso brasileiro e entre as classes menos favorecidas.

Com certeza, o ano de 2026 tem desafios relevantes a serem enfrentados em todos os quadrantes mundiais e, em especial, no Brasil: na economia, na vida cotidiana, nas questões ambientais, nos conflitos mundiais e locais, no combate à fome e à pobreza extrema e o consequente sofrimento de grande parte da população aqui e alhures. Na realidade brasileira, o quadro é ainda mais complexo, por ser um ano eleitoral com um quadro de divisão política interna muito polarizada.

Sobre as nossas eleições, como seria bom fazermos adequadas escolhas desses dirigentes (Presidente, Governadores e Parlamentares), tendo presente as suas qualificações, e suas verdadeiras intenções para o que eles deveriam fazer em benefício da nossa população, da pacificação, dos cuidados com o meio ambiente, do desenvolvimento social e econômico e das próprias instituições para as quais receberão o beneplácito dos eleitores!  Que Deus nos ajude nessa tarefa, que envolve, de um lado, a nossa melhor escolha e, de outro lado, o sério, honesto e efetivo desempenho dos que forem escolhidos para nos representar no exercício de suas funções no Executivo e no Legislativo!

Como economista, é natural meu destaque sobre as perspectivas da economia do país em 2026 e seus desafios, observando o desempenho recente de variáveis relevantes e os resultados de exercícios de relações entre elas, contando com modelos econométricos ou estatísticos adotados por várias entidades privadas e públicas e unidades de pesquisas universitárias. Assim, o cenário econômico para o Brasil do próximo ano pode, atualmente, ser resumido da seguinte forma: 

1) Depois de um 2025 com crescimento do PIB brasileiro, em torno de 2,4%, impulsionado pela boa safra agrícola e o setor serviços, a estimativa para 2026 é de desaceleração para algo um PIB em torno de 1,8%, devido em grande parte aos juros ainda muito elevados (previsão de taxa básica SELIC em torno de 12% a.a. - das mais altas do mundo), o que reduz especialmente a competividade industrial do país, desestimula decisões de novos investimentos privados e se traduz, também, em restrições ao uso de crédito para o consumo das pessoas.
2) No que diz respeito à inflação é prevista que continue sob controle (cerca de 4,0% no ano, graças aos esforços do Banco Central, mas com preços dos alimentos pesando no bolso das pessoas; 

3) Quanto à  renda e ao emprego, a estimativa é que se mantenham resilientes, mas o ritmo de contratações pode desacelerar também devido à política monetária restritiva e à incerteza eleitoral;

4) No que diz respeito à taxa de desemprego, medida pela quantidade de pessoas que procuram ocupação, há que se levar em conta dois aspectos fundamentais: a imensa camada da população que, beneficiária de políticas sociais, deixa de buscar trabalho formal (taxa de “desalento”) e, de outra parte, a questão da baixa escolaridade e da inadequada qualificação da mão de obra, vis-à-vis a demanda do mercado. Esse mercado está crescentemente sujeito à adoção de novas tecnologias e uso de automação, habilidades digitais e uso Inteligência Artificial (IA), pelo que é necessária urgente qualificação e requalificação das pessoas;

5) Não são previstas pressões sobre o dólar (que embora continue volátil), se mantem em níveis desvalorizados no mundo o que, no nosso caso, possibilita atenuar as pressões inflacionárias;

6) Em 2026, ao que tudo indica, seguiremos com sérios riscos fiscais, pela prevista continuação de déficit público nominal de cerca de 8,3% do PIB  e consequente aumento significativo da dívida pública (82% do PIB) que se traduz em quase R$ 1 trilhão de encargos financeiros (o maior valor a pagar entre 153 países) a serem arcados pelo Tesouro Nacional. A esse respeito, cabre registrar que uma das razões para o Banco Central manter elevada taxa SELIC é que não contará com maior rigor fiscal do Governo (que continuará gastando mais do que arrecada e não necessariamente da melhor forma possível para a população, (apesar do crescimento da carga tributária dos últimos anos) para, de fato, gerar superávit fiscal primário sem o artifício de retirar gastos do cálculo da meta de desempenho fiscal como tem sido prática nesses últimos anos.

Ampliando o cenário para a econômica mundial, a previsão de crescimento para 2026 aponta para uma expansão moderada e estável, em torno de uma expansão do PIB em 3%, com desaceleração em relação a 2025. É considerado que a eventual recuperação nos EUA e China, o uso de novas tecnologias e a substituição energética, contribuirão para a expansão no próximo ano (2026), mas sujeita a riscos, como tarifas comerciais, instabilidade geopolítica e desafios fiscais globais, o que exigirá reformas estruturais para um quadro de sustentabilidade, inclusive as de natureza ambiental. Embora esse quadro afete o Brasil, é possível o país aproveitar para encontrar novas oportunidades, como ocorreu em 2025 com a diversificação dos mercados externos para produtos brasileiros em sequência à aplicação de tarifas americanas ao nosso país. Mas não é de se deixar de levar em conta a indefinição quanto à solução para os conflitos/guerras atuais entre diversas nações e as consequentes barreiras para se vislumbrar um período de desenvolvimento mais consistente e duradouro, que exige a paz entre os povos.
Assim, pode-se dizer, em resumo, que as perspectivas em 2026 são de um ano de desaceleração para o Brasil, de um progresso econômico cauteloso, com a necessidade de avanços em reformas estruturais para garantir um crescimento mais robusto e sustentável, exigindo cautela, mas com alguns pontos de força como inflação ainda em níveis baixos, o consumo e um mercado de trabalho que se mantém ativos, enquanto desafios políticos e fiscais persistirão, especialmente num ano eleitoral.

Mas, como se diz que Deus é brasileiro, vamos acreditar, batalhar na direção do bem-estar coletivo do país e das pessoas e manter sempre o otimismo, confiando nas bênçãos divinas para todos os que habitam este nosso querido Brasil.


(*) José carlos Oliveira é economista, professor e aposentado




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