O serviço canino da companhia aérea russa Aeroflot começou a treinar 15 cães para detectar viajantes infectados com o coronavírus em aeroportos, informou nesta sexta-feira (2º) a vice-primeira-ministra russa Tatiana Gólikova.
O CEO da Aeroflot, Vitali Savéliev, por sua vez, indicou que os primeiros resultados desse treinamento são esperados para dezembro, segundo a agência TASS.
Por enquanto, os 15 cães do centro canino da companhia aérea iniciaram testes com a identificação de diferentes biomateriais, explicou Gólikova, acrescentando que alguns dos cães têm experiência na detecção de pessoas com câncer.
De acordo com a vice, testar todos os passageiros para coronavírus na chegada a um aeroporto é um procedimento complicado e, portanto, uma alternativa poderia ser o uso de cães para detectar a covid-19 entre o fluxo de viajantes.
O passageiro identificado terá então de se submeter ao teste de PCR, disse Gólikova.
A chefe de saúde da Rússia, Anna Popova, valorizou a opção de usar animais para a detecção do coronavírus porque reduziria o tempo em que uma pessoa infectada permanece entre outras e, portanto, reduziria o risco de disseminação.
Moscou lidera número de casos
Na Rússia, a incidência da infecção por covid-19 está aumentando, embora cerca de 60% do aumento de novos casos seja registrado atualmente em Moscou, destacou Gólikova.
Nas últimas 24 horas em todo o país ocorreram 9.412 novos casos de coronavírus. Somente em Moscou, foram 2.704.
O prefeito da capital, Sergei Sobianin, ordenou na quinta-feira (1º) que pelo menos 30% da força de trabalho de cada empresa deve trabalhar da próxima segunda-feira até 28 de outubro em casa.
Ele já havia recomendado o teletrabalho e que maiores de 65 anos, assim como pessoas com doenças crônicas, fiquem em casa.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse hoje que a introdução de um novo confinamento na Rússia não está sendo considerada no momento.
No total, 1.194.643 casos de coronavírus foram detectados na Rússia e 21.077 mortes pela doença.
Gólikova considerou hoje "grave" o aumento de novos casos nas últimas duas semanas, embora já fosse esperado com o regresso dos trabalhadores às empresas e a chegada da época da gripe.