Após o editorial apresentado pelo radialista Dissanti no jornal da Rio FM – 1ª edição, o Diário Sergipano procurou o ex-prefeito Ivan Leite, que encaminhou à redação uma resposta com uma série de questionamentos técnicos e estruturais relacionados à implantação do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no município.
Na resposta enviada diretamente à equipe do Diário Sergipano, Ivan Leite rebate pontos levantados no editorial e destaca, principalmente, a diferença de metragem entre os terrenos colocados à disposição para a universidade. Segundo ele, áreas com cerca de 30 mil metros quadrados não seriam suficientes para comportar um campus universitário, enquanto o terreno por ele defendido possui aproximadamente 130 mil metros quadrados, permitindo a oferta dos cursos iniciais e a possibilidade de expansão futura.
Ivan também enfatiza a questão da acessibilidade, afirmando que o terreno localizado no bairro Estancinha está a poucos metros de rua pavimentada, o que, segundo ele, representa melhores condições de acesso quando comparado, inclusive, ao campus de Nossa Senhora da Glória, que fica a cerca de 15 quilômetros de estrada de terra.
Outro ponto abordado na resposta diz respeito aos critérios técnicos adotados pela própria UFS. Ivan Leite afirma que a escolha do terreno da Estancinha teria sido feita por comissão técnica da universidade, com base em avaliações formais, ressaltando ainda que a nota técnica do terreno do Alecrim teria sido negativa, enquanto a da Estancinha foi considerada positiva.
O ex-prefeito também questiona o projeto do novo campus escolhido pela atual gestão da universidade, citando a ausência de estacionamento interno, o que, segundo ele, obrigaria alunos a caminharem distâncias maiores até as salas de aula, inclusive em dias de chuva — situação que, de acordo com Ivan, não ocorre em outros campi da UFS.
Na avaliação final enviada ao Diário Sergipano, Ivan Leite sustenta que o debate precisa ser conduzido com base em dados técnicos e planejamento estrutural, e não em narrativas políticas, afirmando que, apesar das divergências, “a verdade aparece”.
CONFIRA NA ÍNTEGRA - SEM EDIÇÃO - O QUE DISSE IVAN LEITE AO DS:
O óbvio, 30.000 metros quadrados não serve para um campus.
130.000 metros quadrados permite os 6 cursos atuais e a expansão futura.
O terrenos da AABB é metade dos 30.000m2
Logo não serve também.
O campus de Glória fica distante 15 km em estrada de terra.
O campus na Estancinha fica a 80 metros da rua pavimentada do conjunto Carmem Prado Leite.
O novo reitor perdeu o Parque Tecnológico, já que o FINEP não irá mais financiá-lo como o próprio reitor disse.
E era este Parque Tecnológico que iria ser feito no Alecrim.
O novo campus é para atender a toda região sul e norte da Bahia, só assim foi viabilizado.
Qual terreno fica mais próximo para quem vem destes municípios?
Qual aluno do Alecrim, ou do Bonfim iria a pé de casa a noite andando 2km?
Por que ele insiste em se referir ao terreno do tradicional bairro Estancinha como a Mata de Ivan, quando a região conhecida popularmente como a Mata da Nega fica na região do outro terreno?
Por que ele diz que o terreno da Estancinha é perigoso, quando foi na Mata da Nega onde recentemente foram mortos supostos membros do PCC?
Por que ele diz que Ivan quer valorizar o terreno dele e não diz o mesmo dos doadores do outro terreno?
Por que ele não diz que Ivan como prefeito poderia ter feito o IFS no terreno dele próprio e Ivan escolheu a Cidade Nova?
Por que ele não diz que quem escolheu o terreno da Estancinha foi a Comissão de licitação da própria UFS, por critérios técnicos definidos por ela, e a escolha foi o terreno da Estancinha?
Por que ele não diz que a nota técnica do terreno do Alecrim foi NEGATIVA, e a da Estancinha positiva?
Quando a UFS quiser, e implantar novos cursos na região, eles certamente irão para Lagarto, que tem 280.000 metros quadrados, pois no terreno do Alecrim não cabe mais nada.
E aí pergunto: aonde será mais perto para os estancianos, irem para Lagarto ou para o bairro Estancinha?
Por que ele não pergunta por que o projeto que o novo reitor escolheu por vontade pessoal, não tem sequer estacionamentos interno?
Os carros e motos ficarão do lado de fora e os alunos vão ter que andar mais de 250 metros a pé, na chuva para chegar na sala de aula, quando em todos os outros campus da UFS, o estacionamento fica ao lado dos prédios das didáticas!
Qual a resposta para cada uma destas perguntas?
Estão querendo tapar o sol com a peneira, mas está difícil. A verdade aparece.
Fonte: Diário Sergipano - 27/01/2026