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Política

ALESSANDRO VIEIRA: PASSOS DUROS, MAS NÃO DÁ PRA SABER AGORA SE DECISIVOS

Isolamento político e o custo eleitoral do ataque de Alessandro Vieira. O que ocorrerá com ele ao roer a corda?

Publicada em 26/02/26 às 15:28h - 82 visualizações

TRIBUNA CULTURAL


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ALESSANDRO VIEIRA: PASSOS DUROS, MAS NÃO DÁ PRA SABER AGORA SE DECISIVOS
 (Foto: TRIBUNA CULTURAL/Divulgação)
A crise política desencadeada pela declaração do senador Alessandro Vieira, MDB, contra o ex-deputado André Moura, União Brasil, quando ambos eram pré-candidatos ao Senado pela chapa majoritária de Fábio Mitidieri, PSD, produziu mais do que um embate retórico.

Nos bastidores, o episódio é interpretado como um erro estratégico que ampliou o isolamento do senador e introduziu um novo obstáculo ao seu projeto de reeleição ao Senado em 2026 - além de ter funcionado como uma espécie de certificado puro sangue de que Fábio Mitidieri fora com muita sede ao pote na montagem da sua pré-chapa de reeleição.  

A fala de Alessandro, ao roer a corda e ultrapassar o campo político entrando na esfera pessoal - embora isso seja uma ocorrência sempre deselegante entre esses caras da política -, deslocou o debate do conteúdo para o método.

Em vez de fragilizar o adversário, acabou reabrindo dentro do próprio campo político a discussão sobre o estilo individualista de atuação de Alessandro Vieira, uma percepção recorrente ao longo da trajetória dele.  

Hoje, entre aliados e observadores, a leitura predominante é a de que o senador do MDB voltou a repetir um padrão já conhecido: decisões e posicionamentos que priorizam afirmação pessoal, mesmo quando isso tensiona alianças e reduz a capacidade de articulação coletiva. Em disputas majoritárias, onde a composição política costuma ser decisiva, esse tipo de movimento tem custo elevado. Será que para ele vale isso? 

O episódio reforçou a imagem de Alessandro como um ator político que frequentemente atua fora da lógica de grupo - quem não se lembra que, em cima da hora em 2018, ele deu um cavalo de pau no seu partido, o Rede, e deixou de ser candidato a deputado estadual para disputar o Senado? E ali ele se inseriu entre os históricos azarões Gilvan Rocha de 1974, Chico Rolemberg de 1986 e Zé Eduardo Dutra de 1994 – todos tornado senadores quando ninguém os capturavam com essas capacidades.

Ao longo dos últimos anos, Alessandro transitou por diferentes arranjos políticos, alternando alinhamentos e rupturas que levaram não somente a uma sequência de derrotas de seus apadrinhados, como também à degradação nítida do capital político do seu pretenso grupo. Danielle Garcia, hoje pulverizada, é prova cabal disso.

Embora isso tenha consolidado nele uma identidade própria, especialmente junto ao eleitorado que valoriza o discurso de independência, também reduziu sua previsibilidade como aliado e dificultou a construção de pontes duradouras. Nada disso, no entanto, nega que ele tenha se tornado nome visível e bem notável nacionalmente por sua ação mesma de legislador. 

No ambiente digital e político, o saldo do episódio entre ele, André Moura e Fábio foi de polarização e de desgaste. Parte de sua base mais ideológica reagiu positivamente ao tom firme, de cara fechada, mas fora desse núcleo o efeito predominante foi negativo. Segmentos políticos mais pragmáticos interpretaram a movimentação como desnecessária e prejudicial à estabilidade do grupo. Ninguém, no entanto, pode julgar hoje como o extrato disso aparecerá nas fotos das urnas do dia 4 de outubro. 

No entorno do Governo, o episódio foi visto como mais um fator de pressão sobre a composição da chapa e sobre a convivência interna. A avaliação reservada de interlocutores é a de que movimentos que geram ruído dentro do próprio campo tendem a reduzir a capilaridade do grupo, especialmente quando ocorrem fora de momentos de disputa direta, num roteiro que se desenhou de maneira bem semelhante ao pleito de 2024 na capital sergipana com a fragmentação dos candidatos governistas à Prefeitura de Aracaju, dentre eles, o projeto afiançado por Alessandro que nas urnas obteve apenas 5,5% dos votos válidos.  

O cenário eleitoral resultante mostra um jogo ainda mais complexo. Alessandro amplia a resistência em setores moderados e dentro do próprio campo político onde precisa buscar sustentação. É bom lembrar que ele não tem quase nenhum prefeito o apoiando. Alguém pode até dizer aí que há oito anos ele se fez senador também sem prefeito algum. Diremos cá nós: ali, os quinhentos eram totalmente outros.

Em disputas majoritárias, eleições raramente são decididas apenas por identidade política. Elas exigem amplitude, convergência e capacidade de construção coletiva - ressalve-se, excludentemente, o 2018 do próprio Alessandro. Ele era ali um cadete raso. Hoje, não.

Em síntese, o episódio Alessandro-André-Fábio reforça um dilema central para Alessandro Vieira: manter a sua autoproclamada coerência ou ajustar o método para ampliar a viabilidade política, como vinha tentando fazer nos últimos meses em clara aproximação de prefeitos do interior sergipano. 

A forma como o senador do MDB e pré-candidato à reeleição conduzirá seus próximos movimentos, especialmente na recomposição de pontes destruídas e no reposicionamento estratégico, será determinante para saber se o episódio será, como tudo leva a crer, o ponto de inflexão real em sua caminhada rumo à reeleição.

Fonte: JL Política



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