
Os sergipanos não podem ir às urnas eleger para o Senado um sujeito como André Moura, que acaba de ser condenado novamente por improbidade administrativa.
Ele e a mãe Lira Moura foram sentenciados, esta semana, por terem usado criminosamente telefones celulares pagos pela Prefeitura de Pirambu. Anteriormente, André já havia sido condenado a oito anos de cadeia por corrupção, peculato, formação de quadrilha, desvio e apropriação de recursos públicos.
Na sentença dessa nova condenação, o juiz Rinaldo Salvino do Nascimento escreve que, ao fazer um Acordo de Não Persecução Penal com o Supremo Tribunal Federal para não ser preso, André confessou a prática da infração penal.
Portanto, não estamos falando de um acusado sem provas robustas, mas de um réu confesso. Aliás, os eleitores sergipanos devem suspeitar dos prefeitos, vereadores e outros tais que andam por aí pedindo votos para André Moura: o lógico é que aqueles que se dizem corretos queiram distância de quem se locupleta do dinheiro do povo.
Ora, estes aliados do pré-candidato sentenciado vão dizer que esta nova condenação não possui efeitos imediatos sobre os direitos políticos do indigitado.
Esquecem estes senhores que o fato de o postulante a uma cadeira no Senado ter sido condenado várias vezes por crimes semelhantes permite afirmar que quem gosta torna. Como diz o ditado popular, “cesteiro que faz um cesto, tendo cipó e tempo, faz um cento”. Portanto, quem votar em André Moura após a Justiça, mais uma vez, tê-lo condenado por improbidade administrativa não poderá dizer depois que não conhecia o passado nebuloso do dito cujo. Home vôte!
Por Ediberto de Souza
Transcrito do site Infonet