m Sergipe tem muitos pastores e padres – inclusive em Aracaju, que quando começa ou acaba a missa chama o político para frente, o Padre puxa saco Pavão faz isso sempre com seus políticos de estimação – que para agradar seus aliados políticos usam o púlpito para apresentar e pedir votos.
Na semana passada o TSE manteve a decisão do TRE/SP que cassou o mandato da prefeita de Votarantim (SP), Fabíola Alves e outros dois candidatos em 2024, como também a inelegibilidade por que ela subiu no púlpito de uma Igreja caracterizando em abuso de poder.
O advogado especialista em direito eleitoral Gustavo Costa – do escritório Eduardo Ribeiro Advocacia – disse que a decisão é de suma importância para as eleições deste ano. “É importante essa decisão porque no culto o pastor apresentou os candidatos como candidato da Igreja o que configura um abuso de poder”, explicou que a defesa da prefeita argumentou que não havia pedido de voto. “Porém, o Tribunal entendeu pela desnecessidade do pedido de voto, quando outros elementos configuraram o abuso, como a promoção pessoal, informações relativas ao pleito e a instrumentalização da fé em benefícios de candidatos configura como abuso de poder”, explicou o advogado.
Gustavo Costa alertou ainda que a presença do candidato em um ambiente religioso com a conotação política pode ensejar abuso de poder. “Antes de participar no período da eleição 2024 é melhor o candidato consultar o advogado dele para não ter problemas futuros. A liberdade religiosa não protege quem utiliza do palanque sagrado como palanque eleitoral”, concluiu.
Como dizia o eterno jornalista Osmário: Arrepare! Tem pastores e alguns padres que se utilizam deste artifício em toda eleição. E agora? Terá que fazer campanha fora do púlpito da igreja, de porta em porta. Vixe Maria! Como é que se diz com aqueles pregadores que não respeitam os princípios divinos? Vão todos queimar no fogo do inferno…
Por Cláudio Nunes
Infonet